Cidade do Cabo: Viva a tormentosa!

Cape Town

Eu havia pisado levemente no continente africano quando há muitos anos atrás transcorri breves férias no Mar Vermelho do Egito. Na época, uma grande operadora italiana, hoje falida, desenvolvia um dos primeiros sistemas de reservas online e, graças a uma colaboração, me brindaram com essa viagem. Mas experiências de mergulho no assim chamado Jardim de Alah é outro papo, e o único Jardim de Alah que me circunda ultimamente é aqui perto, no Leblon.

Voltando às minhas intenções de dobrar, excitantemente, o Cabo da Boa Esperança…

Cheguei à África do Sul em Johanesburgo. Fiquei impressionado pela modernidade do scan do aeroporto que me media a temperatura por infravermelho ou coisa que o valha e evitava que eu portasse no território alguma febre tupiniquim.  E também, era tudo muito novo, eu aportei ali em Fevereiro do ano da Copa, então, todos em alvoroços preparativos.

Cape Town

Jo’burg, para mim, foi uma grande decepção. A partir do caminho, que ligava o Aeroporto levando-me ao bem confortável Radisson Blu, em Sandton, recheado de empresas fornecedoras de equipamentos de alta-segurança – o que me pareceu um pouco surreal,  quando o feliz e faceiro  condutor dizia que essa área completamente construída e priva de qualquer charme do continente negro era toda de árvores brasileiras! Não, não pode ser… Dos jardins lindos do Rio de Janeiro fui cair numa cópia pré-fabricada e com um ar de muito a desejar?

Enfim,  Sandton! Sandton não é nada mais que uma reserva, onde os animais em mostra não são os guepardos, mas nós visitantes e portentosos ricos locais e seus atarefados serviçais. Jo’burg fica lá bem distante… bem tourist free! Na verdade, acho que a periculosidade sem segregação carioca é de longe muito mais saudável, pois, afinal, somos todos iguais. O que nos divide não é mais cor e religião e conduta e posição, são os lugares que a proporção de dinheiro em nossos bolsos permite acesso e, claro, de quanta segurança podemos nos cercar.  Ok, Ok. O Lion Park foi divertido… Enlatado, mas divertido. Maropeng? O tal berço da humanidade? Um deixar a desejar tremendo.

Enfim #2, não querendo politizar muito, vou ao ponto importante dessa descoberta Sul Africana, onde Durban, nem mesmo um pequenino comentário mereça. Bem, na verdade, o Marine World era bacana… Sempre baseado na liberdade de expressar a opinião como se acredita e, desse modo, de acordo com os ideais e percepções individuais:

Durban

Cape Town! A Cidade do Cabo! Oh! Quanta beleza! Quanta maravilha. Eu, se eu vivesse em um mundo ideal, teria me permitido ser catapultado diretamente nessa cidade que pode muito bem ser considerada uma irmã dessa minha e maravilhosa, onde vivo, o Rio de Janeiro. Dona de uma beleza ímpar,  cercada de rochas e montes impressivos.

Meu hotel era algo de muito bacana, o Mount Nelson. Muito British, mas bacana. A questão é que esses hotéis originários de casas coloniais, assim como na Índia, me soam muito Britânico para Britânico. Nada contra, amo a Bretanha, mas… Gosto de autenticidades acima de tudo! Ou muita modernidade onde o One & Only de Cape Town é um must!

Cape Town | Waterfront

Fizemos um recomendadíssimo tour de motocicleta, passeando pela costa, a divertidíssima Camps Bay, tanto bela como Florianópolis ou Cannes, dependendo do gosto, e, novamente, do bolso… Alegria, gente muito bonita e muito tubarão à espreita abundam!

Cape Town

A montanha Cabeça de Leão, a Lion’s Head Mountain, onipresente vislumbrada, a Table Mountain que é um clássico entre os passeios turísticos… Rezando-se para que não vente!

Tudo me agradou nessa cidade! Sendo que, pegando um powerboat e fazer um passeio radical nas águas turbulentas de Simon’s Town, e próximas ao Cabo da Boa Esperança, é uma experiência indelével! Voltar lá em Cape Town? Sempre que Nossa Senhora da Boa Viagem me permitir!

Se você quiser descobrir Cape Town ou outro destino na África do Sul, contate-nos através do email info@thecharmedvoyager.com que desenharemos a viagem que é a sua cara.

Carlos Stucky, diretor da Operadora de Turismo TheCharmedVoyager viajou a África do Sul com a South African Airlines em Fevereiro de 2010.

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Istambul, uma cidade, dois continentes!

The Charmed Voyager

Istambul é, sem dúvida, uma das mais contrastantes cidades que já percorri. Na verdade, contrastes podem, às vezes, ser sinônimos de igualdades individuais que convivem pacificamente: diversas, antagônicas, símiles e esperançosas. Como ocidental D.O.C, aprendi, e acredito que não sou o único, que ou existem os burcas e existem as minissaias. Quando se passeia por essa cidade exótica, nesse denominador comum de um estreito, aquele de Bósforo, que liga a Europa e a Ásia, nossos conceitos, enraizados, canonizados e nem sempre não dogmáticos, nos extasiam…

Passeando pela Taksin, uma grande praça aberta, ponto de encontro para a cidade e rodeada de ruas de comércio, logo à minha chegada, passo por duas simpáticas jovens: uma em minissaia, a outra em burca, as duas, braço no braço e com faces divertidas de quem deveria estar paquerando tudo e todos ao redor.

Tive muito pouco tempo para descobrir Istambul, então, nessa que me prometi ser a primeira de outra visita, optei por visitar somente a parte moderna, a Europeia, dessa que é considerada a quinta cidade mais populosa do mundo, e diga-se de passagem, 2010 me apresentou a oportunidade de percorrer 4 entre as consideradas 10 mais populosas: Bombaim, Delhi e São Paulo também me fizeram extasiar… Mas isso é papo para outro post.

Uma das coisas que me fizeram apaixonado por Istambul são tabuleiros de gamão em todos os bares, casas de narguilés e cafés. Adoro jogar gamão, jogava constantemente quando morava em Amsterdam, mas parece que hoje em dia é um jogo extinto. Não em Istambul. Lá, é um convite a uma nova amizade.

The Charmed Voyager

Eu adoro cozinhar e adoro temperos. Eu adoro minha casa e adoro quinquilharias do mundo afora… Istambul me satisfez plenamente. Visitando o Grand Bazaar, comprei uma caixinha de madeira de castanheira decorada com cobre, entre as milhares que acha-se na Pasa Gift. Devo confessar que minha agorafobia fez-me picar a mula daquele exotismo todo, pois não fazia ideia de sua grandeza labiríntica…

The Charmed Voyager

Após essa parafernália frenética para todos os bolsos, caminhei por alguns dos monumentos mais famosos da cidade até o Spice Market, onde os sentidos são sacudidos nessa profusão de aromas e cores. Isso sem não ter primeiro me deixado divertir por sorveteiros malabaristas, o aroma do milho verde, o sol de uma tarde de sábado em início de verão, a confusão, o cadinho étnico e a alegria de ter tido o prazer de visitar Istambul. No caminho de volta ao hotel, comprei uma lampadinha, uma que havia namorado desde minha chegada.

Se você quiser descobrir Istambul, contate-nos através do email info@thecharmedvoyager.com que desenharemos a viagem que é a sua cara.

Carlos Stucky, diretor da Operadora de Turismo TheCharmedVoyager viajou a Istambul com a Turkish Airlines em Junho de 2010.

The Charmed Voyager