Lua-de-Mel em Monte-Carlo!

Para um dos momentos mais mágicos de um casal, nossas viagens de núpcias propõem um dos lugares mais especiais, elegantes e exclusivos banhados pelo Mediterrâneo: Monte-Carlo!  Os legendários hotéis, resorts e cassinos do grupo SBM, como o Monte Carlo Beach, são ícones e referência do estilo, elegância e sofisticação monegascos e, para uma experiência memorável, nossas ofertas especiais para os noivos incluem:

Foto: Flagrante de um grande amor: Princesa Grace Kelly em carro aberto com o Príncipe Rainier III após o casamento na Catedral de Mônaco em 1956.

Tratamento Spa nas Thermes Marins Monte-Carlo

Para ela:

  • Tratamento de Diamante

  • Peeling com óleo regenerador e diamante

  • Banho com sais especiais Monte-Carlo Beauty

  • Massagem com creme Ouro e Luz

 Para ele:

  • Exfoliante corporal completo

  • Hidromassagem com sais cromoterápicos

  • Revigorante de gengibre autoaquecido

  • Massagem corporal com óleos coloridos

Tratamento  Spa 5 Mundos (no Monte-Carlo Bay Hotel & Resort)

Para os dois:

  • Suíte Dupla VIP

  • Vestiário Exclusivo

  • Hamman privado

  • Ritual Rituel Lilur incluindo

  • Hamman aromático tropical

  • Scrub Radiance Purê de Papaya

  • Exfoliante Lulur Grãos de Flores

  • Massagem Balinesa

Almoços e Jantares Especiais para os Recém-Casados

Louis XV – Restaurante Alain Ducasse (no Hôtel de Paris)
Club Dejeuner de Saison  (almoço de 3-pratos, bebidas incluídas) em uma elegante atmosfera no único Restaurante com 3 Estrelas Michelin na Riviera Francesa.
Dress Code: Paletó e gravata são obrigatórios para o noivo.

Restaurante Vistamar (no Hotel Hermitage)
Almoço e Jantar  “A la Carte” . O restaurante foi completamente renovado, possui uma estrela Michelin e um terraço maravilhoso para o Mediterrâneo.

Restaurante Elsa (no Monte Carlo Beach)

Jantar  “A la Carte” ou Menu de 5-pratos em uma romântica e reservada atmosfera com vistas para o Mediterrâneo no terraço.

Buddha Bar Restaurant (Place du Casino)
Jantar “A la Carte” em uma exótica, trendy e quente atmosfera.

Entretenimento

Cassino de Monte-Carlo (na Place du Casino).
Dress Code: Paletó recomendado a partir das 20 h em salas privadas.

Sea Lounge (no Monte Carlo Beach).
Ideal para brindar com uma taça de Champagne após o jantar.

Jimmy’z Night Club.
“O” lugar para dançar à beira do Mediterrâneo!

Consulte-nos sobre essas e outras propostas de viagem para a descoberta da Riviera, Paris e outras localidades francesas e internacionais, The Charmed Voyager propõe itinerários que podem ser percorridos e desenhados sob medida para a personalização desta experiência, com tarifas, termos e condições sempre informados sob solicitação.

 O catálogo Côte D’Azur, A Riviera! está também disponível para download em nosso web site
The Charmed Voyager


© 2007-2011 The Charmed Voyager | Viagens de Luxo Sob Medida
CNPJ 11.372.613/0001-76 · EMBRATUR 19.038717.10.0001-6
Rio de Janeiro · Brazil · +55 21 3258 6739 · 9344 6739

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Mônaco | Monte-Carlo · Côte D’Azur, a Riviera!

O Principado de Mônaco é o segundo menor estado da Europa, após o Vaticano, possuindo uma das mais belas costas da Côte d’Azur. Consagrado como um dos lugares mais chiques e exclusivos do mundo, reduto de milionários, celebridades e artistas, Mônaco, em algumas centenas de metros somente, oferece uma prodigiosa oferta de atividades de lazer. Seu clima ameno durante todo o ano, estações de esqui muito próximas, importantes eventos como o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula I, propõe  localidades muito elegantes, grande riqueza cultural onde o fascínio de seus cassinos é, sem dúvida, uma de suas mais notáveis atrações e cenário de muitos filmes. Os legendários hotéis, resorts e cassinos do grupo SBM, como o Monte Carlo Beach, são ícones e referência do estilo, elegância e sofisticação monegascos.

The Charmed Voyager | Monte Carlo Beach SBM Group

Nossas propostas de viagem incluem uma seleção de hotéis de luxo, design, boutique e charme e também apartamentos e Villas, sejam para uma experiência romântica a dois ou uma propriedade maior, acomodando uma família ou um grupo de amigos.

Para a descoberta da Riviera, Paris e outras localidades francesas,The Charmed Voyager propõe itinerários que podem ser percorridos e desenhados sob medida para a personalização desta experiência, com tarifas, termos e condições sempre informados sob solicitação.

Para mais informações sobre a Riviera Francesa, por favor, consulte o web site oficial French Riviera Tourism ou escreva-nos uma mensagem ao nosso email para informações detalhadas e imagens em alta-definição da região e de nossos hotéis-parceiros.

O catálogo Côte D’Azur, A Riviera! está também disponível para download em nosso web site
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CNPJ 11.372.613/0001-76 · EMBRATUR 19.038717.10.0001-6
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Memórias de Dublin

Escrito em 28/2/2007 | O Vento Irlandês

Sempre gostei de vento, de temporal, nunca fui menino chorão, ao menos não por tempestades… venta desde ontem, há algumas semanas não ventava, divertido é o engano que traz quando a tampinha da caixa do correio bate insistentemente…gosto do vento porque te limpa, te atravessa os poros, te movimenta, te circula. Hoje o dia foi muito dramático, tanto vento, e bom também porque sempre sopra em direção a parada de ônibus, Dublin Bus 25A,  então me conduz sem esforço…hoje trouxe com ele uma chuva de granizo que me congelou o rosto, prefiro granizo a chuva. Não molha e é smoking friendly. Uma parte do céu tinha a lua, outra as nuvens que choviam, outra as do granizo e mais la trás…o sol indo embora, na verdade sol aqui e assim, chega sem avisar e desaparece quando te das conta dele… Voltando da escola, obvio que começa a chover no minuto em que ponho o pé fora do ônibus, olho pro chão, uma moeda de 50 centavos. Lindo! Bons auspícios espero … Alguns minutos atrás, comendo um sanduba na cozinha, boto a mão no bolso e controlo a moeda, divertida, são euros portugueses, vou coloca-la ao lado do Santo Antonio, sobre meu azulejo bicentenário que trouxe de Lisboa, com os cumprimentos de Diana & João, salvadores do patrimônio histórico… Ah, isso me lembra de que devo escrever uma carta. Vou dormir.

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Escrito em 18/3/2007  | St Patrick’s Day

Ter participado do St Patrick`s Festival foi muuuuito legal! Eu entrei no site, me inscrevi como voluntário… Minha missão foi fazer alguns traslados aeroporto-hotel. Artists Liasions era a atribuição. É uma super organização, e cada minutinho foi um minutinho em que eu observei como se organiza um super evento. E o que é mais divertido, o festival mais importante da Irlanda, e eu recém-chegado na ilhota. No final as produtoras me convidaram para eu desfilar segurando um banner de um dos patrocinadores… Eu fui! Tive minhas duas horas de celebridade, pois o cortejo passa pelas ruas principais de Dublin! Cheio de gente que me sorria gave me 5, e eu retribuía tudo! Foi uma experiência emocionante… Adorei foi dançar com o grupo de sikhs… Beijos!

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Escrito em 19/4/2007 | Guia de Turismo à Irlanda do Norte

Este final de semana que passou, tive a oportunidade de vivenciar uma experiência muito legal, embora não tenha me sentido à altura dos acontecimentos. Fui chamado por uma pequena e familiar empresa de turismo daqui pra acompanhar um grupo de 16 Bascos, em três dias de tour pela Ilha Esmeralda – Irlanda! Eu havia dito que espanhol não falava, e nunca tive que falar tanto… Tom, o proprietário e também quem guiou o ônibus, muito legal, completamente nacionalista, e com uma formação histórica muito profunda do seu país me deixou de saia justa …Eu procurei traduzir tudo da melhor maneira… Afinal os Bascos ha anos almejam sua liberação… Mas acredito, por algumas ideias trocadas, que não tão violentamente como o que ocorreu aqui. Enfim, mais adiante…

ETA – a milícia basca, cujas iniciais estão para Pátria Basca e Liberdade / IRA – Exército Republicano Irlandês… Difícil querer dar uma de intelectual… O babado foi assim… Sexta de manhã, 13! Acompanhei-os a um city tour de Dublin, à tarde fomos a Howth um lugar muito interessante, em Dublin que parece que você nem ta em Dublin …Vi pela primeira vez grandes focas cinzentas ao vivo em seu ambiente natural nadando faceiras em meio aos barcos… No sábado, fomos a Glendolough, ou Vale (Glen) dos dois (do) Lagos (Lough) …onde predominam ruinas de um monastério do século SEIS… Tu achas? Apenas a 1500 anos atrás…Aprendi muito acreditem, voltei com muito mais respeito pela Irlanda e pelos Irlandeses… Nas assim chamadas Montanhas de Wicklow… E me deliciei ao ver as redes que espreitavam duendes na estrada que me conduzia aos esfuziantes Cliffs of Moher e  Connemara…Cenários surpreendentes…Foi difícil traduzir tudo que aprendia contemporaneamente…Tom é realmente uma figura…

Em uma certa altura, parados em frente a um lago, onde predomina o castelo dos proprietários da Guiness…Privadissimo, onde helicópteros pousavam para o fim de semana em família, Tom, pegou sua falta e entoou canções que exaltavam as fadas do local… A Irlanda é cheia de mitos, de místico, de estranho… Todos deliciados!

Domingo, experienciei um dos mais emocionantes momentos da minha vida…Finalizando o tour, Belfast!, Irlanda do Norte. Nossa, no momento em que pus os pés na rua…Fiquei arrepiado…Tem muito muito muito sofrimento nas suas ruas, um cheiro de sangue e fumaça de granada ainda paira no ar…O lugar ainda blindado…Afinal, até 10 anos atrás a guerra e o pau comiam…

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Cidade do Cabo: Viva a tormentosa!

Cape Town

Eu havia pisado levemente no continente africano quando há muitos anos atrás transcorri breves férias no Mar Vermelho do Egito. Na época, uma grande operadora italiana, hoje falida, desenvolvia um dos primeiros sistemas de reservas online e, graças a uma colaboração, me brindaram com essa viagem. Mas experiências de mergulho no assim chamado Jardim de Alah é outro papo, e o único Jardim de Alah que me circunda ultimamente é aqui perto, no Leblon.

Voltando às minhas intenções de dobrar, excitantemente, o Cabo da Boa Esperança…

Cheguei à África do Sul em Johanesburgo. Fiquei impressionado pela modernidade do scan do aeroporto que me media a temperatura por infravermelho ou coisa que o valha e evitava que eu portasse no território alguma febre tupiniquim.  E também, era tudo muito novo, eu aportei ali em Fevereiro do ano da Copa, então, todos em alvoroços preparativos.

Cape Town

Jo’burg, para mim, foi uma grande decepção. A partir do caminho, que ligava o Aeroporto levando-me ao bem confortável Radisson Blu, em Sandton, recheado de empresas fornecedoras de equipamentos de alta-segurança – o que me pareceu um pouco surreal,  quando o feliz e faceiro  condutor dizia que essa área completamente construída e priva de qualquer charme do continente negro era toda de árvores brasileiras! Não, não pode ser… Dos jardins lindos do Rio de Janeiro fui cair numa cópia pré-fabricada e com um ar de muito a desejar?

Enfim,  Sandton! Sandton não é nada mais que uma reserva, onde os animais em mostra não são os guepardos, mas nós visitantes e portentosos ricos locais e seus atarefados serviçais. Jo’burg fica lá bem distante… bem tourist free! Na verdade, acho que a periculosidade sem segregação carioca é de longe muito mais saudável, pois, afinal, somos todos iguais. O que nos divide não é mais cor e religião e conduta e posição, são os lugares que a proporção de dinheiro em nossos bolsos permite acesso e, claro, de quanta segurança podemos nos cercar.  Ok, Ok. O Lion Park foi divertido… Enlatado, mas divertido. Maropeng? O tal berço da humanidade? Um deixar a desejar tremendo.

Enfim #2, não querendo politizar muito, vou ao ponto importante dessa descoberta Sul Africana, onde Durban, nem mesmo um pequenino comentário mereça. Bem, na verdade, o Marine World era bacana… Sempre baseado na liberdade de expressar a opinião como se acredita e, desse modo, de acordo com os ideais e percepções individuais:

Durban

Cape Town! A Cidade do Cabo! Oh! Quanta beleza! Quanta maravilha. Eu, se eu vivesse em um mundo ideal, teria me permitido ser catapultado diretamente nessa cidade que pode muito bem ser considerada uma irmã dessa minha e maravilhosa, onde vivo, o Rio de Janeiro. Dona de uma beleza ímpar,  cercada de rochas e montes impressivos.

Meu hotel era algo de muito bacana, o Mount Nelson. Muito British, mas bacana. A questão é que esses hotéis originários de casas coloniais, assim como na Índia, me soam muito Britânico para Britânico. Nada contra, amo a Bretanha, mas… Gosto de autenticidades acima de tudo! Ou muita modernidade onde o One & Only de Cape Town é um must!

Cape Town | Waterfront

Fizemos um recomendadíssimo tour de motocicleta, passeando pela costa, a divertidíssima Camps Bay, tanto bela como Florianópolis ou Cannes, dependendo do gosto, e, novamente, do bolso… Alegria, gente muito bonita e muito tubarão à espreita abundam!

Cape Town

A montanha Cabeça de Leão, a Lion’s Head Mountain, onipresente vislumbrada, a Table Mountain que é um clássico entre os passeios turísticos… Rezando-se para que não vente!

Tudo me agradou nessa cidade! Sendo que, pegando um powerboat e fazer um passeio radical nas águas turbulentas de Simon’s Town, e próximas ao Cabo da Boa Esperança, é uma experiência indelével! Voltar lá em Cape Town? Sempre que Nossa Senhora da Boa Viagem me permitir!

Se você quiser descobrir Cape Town ou outro destino na África do Sul, contate-nos através do email info@thecharmedvoyager.com que desenharemos a viagem que é a sua cara.

Carlos Stucky, diretor da Operadora de Turismo TheCharmedVoyager viajou a África do Sul com a South African Airlines em Fevereiro de 2010.

Istambul, uma cidade, dois continentes!

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Istambul é, sem dúvida, uma das mais contrastantes cidades que já percorri. Na verdade, contrastes podem, às vezes, ser sinônimos de igualdades individuais que convivem pacificamente: diversas, antagônicas, símiles e esperançosas. Como ocidental D.O.C, aprendi, e acredito que não sou o único, que ou existem os burcas e existem as minissaias. Quando se passeia por essa cidade exótica, nesse denominador comum de um estreito, aquele de Bósforo, que liga a Europa e a Ásia, nossos conceitos, enraizados, canonizados e nem sempre não dogmáticos, nos extasiam…

Passeando pela Taksin, uma grande praça aberta, ponto de encontro para a cidade e rodeada de ruas de comércio, logo à minha chegada, passo por duas simpáticas jovens: uma em minissaia, a outra em burca, as duas, braço no braço e com faces divertidas de quem deveria estar paquerando tudo e todos ao redor.

Tive muito pouco tempo para descobrir Istambul, então, nessa que me prometi ser a primeira de outra visita, optei por visitar somente a parte moderna, a Europeia, dessa que é considerada a quinta cidade mais populosa do mundo, e diga-se de passagem, 2010 me apresentou a oportunidade de percorrer 4 entre as consideradas 10 mais populosas: Bombaim, Delhi e São Paulo também me fizeram extasiar… Mas isso é papo para outro post.

Uma das coisas que me fizeram apaixonado por Istambul são tabuleiros de gamão em todos os bares, casas de narguilés e cafés. Adoro jogar gamão, jogava constantemente quando morava em Amsterdam, mas parece que hoje em dia é um jogo extinto. Não em Istambul. Lá, é um convite a uma nova amizade.

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Eu adoro cozinhar e adoro temperos. Eu adoro minha casa e adoro quinquilharias do mundo afora… Istambul me satisfez plenamente. Visitando o Grand Bazaar, comprei uma caixinha de madeira de castanheira decorada com cobre, entre as milhares que acha-se na Pasa Gift. Devo confessar que minha agorafobia fez-me picar a mula daquele exotismo todo, pois não fazia ideia de sua grandeza labiríntica…

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Após essa parafernália frenética para todos os bolsos, caminhei por alguns dos monumentos mais famosos da cidade até o Spice Market, onde os sentidos são sacudidos nessa profusão de aromas e cores. Isso sem não ter primeiro me deixado divertir por sorveteiros malabaristas, o aroma do milho verde, o sol de uma tarde de sábado em início de verão, a confusão, o cadinho étnico e a alegria de ter tido o prazer de visitar Istambul. No caminho de volta ao hotel, comprei uma lampadinha, uma que havia namorado desde minha chegada.

Se você quiser descobrir Istambul, contate-nos através do email info@thecharmedvoyager.com que desenharemos a viagem que é a sua cara.

Carlos Stucky, diretor da Operadora de Turismo TheCharmedVoyager viajou a Istambul com a Turkish Airlines em Junho de 2010.

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Get Lost in Old Delhi

Perspectiva de um auto-riquixá

Aterrissar em Delhi e, depois do check in no hotel, rumar para Old Delhi é uma experiência única na vida. A aventura começa com o trânsito: um verdadeiro caos ordenado. Muitos carros, muitos riquixás, muitas pessoas e algumas vacas sagradas no meio das ruas. A capital conta com uma linha pouco extensa de metrô, e a parada para o destino escolhido é Chandni Chowk, principal avenida de Old Delhi. Da intensa adrenalina de estar no meio do burburinho citadino, a próxima sensação é totalmente zen. É uma volta ao século XVIII, quando então se firmou o intenso comércio no local. Labiríntico. Uma síntese incompleta do que se vê. Sem medo, perder-se nas idas e vindas dos bazares, um ao lado do outro. As cores vão invadindo a alma. Andar em círculos, ou chegar a um cul-de-sac, com os amistosos indianos observando. Deixar-se impregnar pelos odores das comidas e pelos hábitos nativos. Perceber que há uma divisão organizada de setores. Tecidos, jóias, temperos, adornos para deuses e templos. E, lá pelas tantas, encontrar uma avenida maior e ver que existe, enfim, uma saída do conglomerado de vielas. As diferenças culturais estão só começando. No meio dos transeuntes multicoloridos surge um homem totalmente pelado. Saber da existência de jainistas que andam sem roupa é uma coisa, vê-los é bem diferente. A estranheza maior é dar-se conta que lá os estranhos somos nós. É vivenciar a la Lévi-Strauss uma outra sociedade. Tentar eximir-se de preconceitos e aproveitar. A dica para almoço é na Paranthe Wali Gali, uma das tradicionais minúsculas ruas da região. Como o nome indica, a especialidade é o paratha, pão frito típico acompanhado de vários e deliciosos molhos. Para refrescar, um copo de Lassi, bebida à base de iogurte. Horas e horas já se passaram. Apesar de faltar um mundo a ser descoberto, o corpo está cansado. A volta ao hotel, no melhor estilo local, é de riquixá. Auto-riquixá, com preço tratado e religiosamente barganhado antes da viagem. Prepare-se para fortes emoções ao embarcar neste meio de locomoção, o equivalente indiano às montanhas russas, que, tão respeitosamente, dá ao trôpego elefante encontrado no caminho de volta ao frenético Palika Bazaar sua merecida preferência. Gran finale!

Carlos Stucky, diretor da The Charmed Voyager, viajou para as regiões de Delhi, Uttar Pradesh e Rajasthan, de 21 de abril a 5 de maio de 2009. Para este e outros roteiros na Índia, contate info@thecharmedvoyager.com

Cores e Sabores